E aí gente, mais uma semana aqui com vocês!!!!!!

     Espero que todos estejam bem, e principalmente se cuidando nesse período de pandemia!

     Antes de continuar a terceira parte da história da Ong, eu gostaria de compartilhar com vocês algo MUITO especial que vivemos no domingo, porque iniciamos essa semana da MELHOR maneira possível. Dia 25 de outubro nosso “evento” social aconteceu conforme divulgado, mas como SEMPRE, tudo aquilo que planejamos e programamos durante semanas, dias e muitas horas, saiu totalmente das nossas mãos e controle (deixando nossos voluntários e padrinhos completamente confusos e receosos), mas depois de muitos meses de aprendizado a cada #cuidandodeti, entendi que o controle sai das nossas mãos e passam para as mãos de quem precisa estar….. Deus. O resultado?! Com certeza melhor do que o esperado, quase 30 crianças e adolescentes carentes da comunidade de Piraquara, abençoadas através de brinquedos (kits), muito AMOR e CUIDADO.

E vamos para a 3ª parte da nossa história né?!

  Aquela última noite marcou o resto da minha vida para SEMPRE. O cenário que estavam preparando de forma muito rápida após toda a parte introdutória do evento, continha um palete de tamanho médio, dois “personagens” em cima desse palete (um homem e uma mulher, ambos jovens adultos), e um telão logo atrás deles com uma imagem linda de um MAR infinito em movimento. Os organizadores do evento haviam preparado uma dinâmica totalmente inesperada para nos passar uma mensagem final, um pequeno e breve teatro. Aquela conferência estava sendo tão maravilhosa, que o nível de adrenalina e empolgação em todos que participavam (inclusive em mim), era visível. Até acalmar os ânimos e baixar a adrenalina, os primeiros momentos do teatro foram difíceis de compreender quem os atores estavam interpretando, o que era aquele palete (já que o teatro se passou todo em cima dele), e o contexto da história que até então para mim, estava confuso. Poucos minutos após focar minha atenção no palco, fui entender que o palete representava um barco, a rapaz atuando era Jesus, e a menina obviamente representava quem?!…….. Exatamente, EU mesma. A história daquele teatro que encerrava uma conferência de 4 dias, contou exatamente TUDO sobre a visão que havia recebido a cinco meses atrás. A menina dentro de um barco com Jesus dentro, e uma onda gigante que passa pelo barco dela e destrói com tudo, não restando mais NADA, porém, ela não enxerga Jesus e grita desesperadamente por ele pensando no pior, até ele aparecer e dizer que estava o tempo todo no barco dormindo, ela é que não viu. A palavra que ficou marcada em mim naquele momento que me via em lágrimas, justamente por entender o recado que estava recebendo, era confiança! Jesus me disse “Filha, você precisa confiar em mim, você VAI precisar confiar em mim”.

 Sobre aquela noite e tudo que senti naquele momento, ainda hoje não tenho palavras para explicar o quão forte foi receber uma confirmação tão difícil daquelas, junto com um aviso importante que me assustou MUITO (confesso), a onda a frente do meu barco nunca chegou SE QUER a encostar no meu barco (vida), ela estava na verdade prestes a me atingir.

    Quando pensei em compartilhar um pouco da minha história com a Ong, e de que forma ela poderia inspirar as pessoas, trazer esperança ou até mesmo motiva-las, a única coisa que vem a minha mente são TODAS as perdas que tive que enfrentar em 2019, logo após o teatro daquela conferência.  No próximo post do blog darei maiores detalhes sobre CADA perda, mas antes de encerrar o post de hoje, vou compartilhar algumas das principais perdas que a onda me levou: Meu relacionamento de quase três anos, meu circulo de amigos, minha segunda casa (onde eu passava todos os finais de semana), meu ministério com crianças de 4 e 5 anos, minha tia por parte de pai que era especial com paralisia cerebral (que representava um pedacinho da minha avó que tão cedo nos deixou, era assim que eu a via, como um tesouro que me ligava a minha avó) e repentinamente nos deixou, minha diarista que era o ser humano mais iluminado que já conheci (fez parte da minha família por cinco longos anos), e a perdemos para um câncer avassalador e muito cruel que nos devastou, foram apenas 3 meses de vida após a descoberta do câncer. Perdi meu suporte numa estrutura familiar, meus pais em meio a um divórcio conturbado, nossa empresa familiar iniciando um processo de dissolução de sociedade que durou aproximadamente quinze anos, e que desde o anúncio da dissolução foi completamente conturbado e repleto de confusões MUITO pesadas.  

          Chegamos ao fim de mais uma parte dessa história tão marcante para mim, porque foi a partir dela que o meu MAIOR bem nasceu, essa LINDA ONG.

Vejo vocês no próximo post da semana que vem, NÃO VAI PERDE HEIN.

Beijos à TODOS e bom feriado pessoal!!!

 (Não deixem os cuidados de lado)