Oiii pessoal, post novo pra vocês!!!

    Espero que a semana de vocês esteja sendo marcada por notícias boas, superação de obstáculos ou dificuldades, e de momentos especiais também (por mais simples que pareçam).

     Antes de voltar para a continuação da nossa história, acho importante dividir com vocês um pouco daquilo que acontece no decorrer dos nossos dias e semanas, até porque essa é a proposta do nosso blog né?! Compartilhar sentimentos, e reflexões que vão além das nossas redes sociais.

    Esse ano tem sido um divisor de águas pra muita gente por conta da pandemia, que nos obrigou a mudar radicalmente nossas vidas, não é mesmo?! Mas, acreditem ou não, 2020 não chegou nem perto de superar as catástrofes de 2019 na minha vida, graças a Deus!! Pensa em um ano que me deixou marcas, foi 2019. Mas, todas elas me trazem a memória nos dias ruins (que TODOS nós temos), o quanto somos fortes para encarar E superar cada um deles. Algo que eu gosto SEMPRE de lembrar: “Ninguém é feliz TODOS os dias”. Isso é um fato, que as redes sociais tem um poder ENORME de tentar nos convencer do contrário.

A razão pela qual isso acontece, é que as redes sociais não são os melhores lugares para se postar ou demonstrar qualquer tipo de dificuldade pessoal (não que isso seja uma regra), mas é pouco provável encontrar alguém que goste de compartilhar lágrimas, raiva, ou o auge da sua dor e desespero. É natural do ser humano não gostar de se sentir “exposto” e principalmente vulnerável.

O ponto fundamental onde eu quero chegar, é que nossas vidas são feitas de fases, ciclos e estações diferentes. Haverão momentos incríveis, assim como haverão momentos terríveis, o importante é lembrar que nenhuma delas dura para sempre!

Vamos para a 4ª parte da história!?

        Março de 2019 foi marcado pelo início de uma nova estação da minha vida, foi como viver um efeito dominó, onde uma peça caí e vai derrubando as demais. O incrível é ver e perceber que em meio ao caos que eu me encontrava (dor e vazio interior), um final de semana comum no mês de abril, foi a chave que abriu a porta desta nova estação. Uma das minhas únicas amigas que eu ainda mantinha contato, do meu antigo círculo de amizades, me enviou uma música após uma de nossas ligações, do qual a letra se encaixava perfeitamente com tudo que eu estava passando e sentindo naquele momento. Mal sabíamos nós, que aquela música mudaria não só o que eu vivia por dentro, mas literalmente toda a minha vida.

    A música que ela me enviou se chama “Eu cuido de ti”, e logo que escutei pela primeira vez, uma paz muito grande tomou conta de mim e de tudo que me abatia por dentro, tanto que iniciei minha semana já me sentindo completamente diferente. Como de costume, fui trabalhar e ao longo da manhã, algumas ideias em relação as crianças que eu ajudava a cuidar aos domingos de manhã, e que também fui “obrigada” a abrir mão, passaram pela minha cabeça. Não era apenas uma ideia, eram várias ideias que acabaram se transformando no trabalho que realizamos hoje, através da nossa Ong.

       Iniciar um projeto social é algo muito LINDO (com toda certeza), mas também um trabalho de muita responsabilidade, e dedicação. Decidi então, fazer uma oração para ter um direcionamento concreto do que eu deveria fazer, apesar da ideia ser incrível e algo que eu amaria fazer. Acontece, que eu sou muito pé no chão, por isso parei para analisar o objetivo e missão do projeto, antes de tirar a ideia do papel e esperar minha oração ser respondida com clareza, até lá eu não faria nada que me levasse a desistir do projeto na primeira dificuldade. Portanto, eu fui muito específica em minha oração a respeito da resposta que eu precisava, pois não poderia haver nenhuma margem de erro, então meu pedido naquele dia foi uma confirmação através de um sussurro no meu ouvido direito, o nome que o projeto deveria ter se fosse para tirar ele do papel.  No final daquele mesmo dia, eu recebi a resposta que eu precisava para seguir adiante. No meio da tarde, eu havia colocado meu fone de ouvido como de costume, porque geralmente quando trabalhamos num espaço amplo, com outras pessoas dividindo esse mesmo espaço, a dificuldade de concentração aumenta consideravelmente né! Então, colocar o fone e escutar algumas músicas me ajudavam muito a manter minha concentração, e evitar qualquer tipo de conversa que me fizesse perder o foco em algumas situações delicadas do trabalho. Porém, em algum momento da tarde eu precisei tirar um dos fones de ouvido para fazer o repasse de algumas tarefas externas aos motoboys da empresa, mas inconscientemente o fone que tirei foi o do lado esquerdo, mantendo o direito exatamente onde estava, escutando minha playlist de forma aleatória. Assim que terminei de fazer todos os repasses necessários, não voltei a colocar o fone do lado esquerdo, apenas me mantive do jeito que estava, e foi então que a música “Eu cuido de ti” (enviada pela minha amiga no dia anterior) começou a tocar, e reparei que há um momento na música que tudo fica mudo, e somente a voz do cantor (a canção pertence a uma dupla) surge dizendo:

“Parece que nos momentos mais difíceis Deus se cala, você só quer ouvir a voz do mestre, mas Ele insiste em ficar calado, você chora, você fala, você ora e Ele se cala, mas hoje, escute a voz de Deus sussurrando no seu ouvido….(aqui a canção suavemente volta cantando) Eu cuido de ti….”. 

A partir deste dia, eu nunca mais fui a mesma, porque surgia algo em minha vida que eu não sabia nem quando e nem como daria certo, mas a confirmação eu havia recebido, então era hora de iniciar essa nova estação.

 E aqui chegamos ao fim de mais um trecho da história da nossa Ong.

Já dou um SPOILER da continuação da próxima semana. A Ong saiu do papel, mas as minhas “lutas” aumentaram numa proporção tão avassaladora, que por diversas vezes eu perdia até o chão. AGUARDEM!!

 Um beijo pessoal, até semana que vem!

Priscila K. Zanoni