E aí pessoal…

Demorei, mas voltei para atualizar o nosso blog!

Eu amo passar por aqui e dividir um pouco de tudo que temos vivido junto com a Ong, porque olhando de fora através das redes sociais, as coisas parecem tão fáceis né?! Eu confesso que não é essa a imagem que gostaríamos de passar para quem nos acompanha, porque não seria uma imagem real de quem somos e daquilo que enfrentamos. Nós vivemos tantos momentos especiais e maravilhosos, o tanto que aprendemos diariamente através de muitas vidas, é SURREAL. Assim como, as batalhas também tem sido extremamente pesadas.

Conforme enfrentamos nossas lutas, vamos nos tornando mais fortes e preparados para enfrentar as próximas, porém, isso não significa que algumas palavras mesmo perdoadas são facilmente esquecidas. Existem palavras que ferem mais do que agressões físicas, e compartilho essa reflexão com vocês hoje, pelo simples fato de que somos todos humanos e falhos, capazes de fazermos das nossas próprias vidas um “descarte de lixo”, onde outros simplesmente lançam e jogam sobre nós tudo de ruim que existe dentro delas. Refletindo sobre isso durante a última semana, sabem o que é pior? É que NÓS somos os únicos responsáveis por aceitarmos isso, e aquilo que vivemos a partir dessa realidade é apenas consequência de tudo que aceitamos. Então, a mensagem que eu deixo aqui hoje, é que cuidar de pessoas é lindo e importante, mas cuidar de si mesmo primeiro, é essencial. Portanto, se olhem com mais carinho e se cuidem.    

Vamos para a reta final da nossa história!?

  No dia 15 de abril tirei a Ong do campo das ideias, e iniciei tudo do zero, sabendo que não seria fácil, mas que eu havia recebido uma confirmação. No mês seguinte, dia 29 de maio mais especificamente, eu vivi o dia mais incrível de toda minha vida no primeiro evento social da Ong, foi onde eu literalmente confirmei que estava no caminho certo.       

 Dois meses após uma das minhas maiores dores e nascimento da minha maior felicidade, eu ainda estava completamente quebrada por dentro (poucos meses não curam uma enorme ferida aberta), mas eu entendia que estava num processo delicado que levaria tempo para me recuperar. O problema é que mês após mês, eu fui sendo surpreendida e derrubada pelos piores momentos possíveis. Era um domingo de manhã, e eu acordei com a notícia do falecimento repentino da tia mais especial que já tive, um verdadeiro presente de Deus, ela era basicamente o tesouro da nossa família. Eu creio que pessoas especiais não são chamadas assim por acaso, e sim, porque são realmente ESPECIAIS, elas carregam uma pureza tão linda e natural, que nunca carregaremos. Perde-la me quebrou, eu definitivamente não estava preparada, assim como, não estava preparada para receber na mesma semana, a notícia do câncer que minha doce Maria (nossa diarista por cinco anos e parte da nossa família) tinha acabado de descobrir. O câncer era terminal, mas só descobrimos isso três meses depois, logo que ela faleceu no hospital. Eu ainda não gosto de lembrar desse período, eu só posso dizer que foi extremamente cruel ver alguém que amava tanto morrendo na minha frente, e absolutamente tudo que consegui para ela se tratar, não foi suficiente, ainda assim eu a perdi.  Foi nesse momento que acabar com a Ong se tornou uma opção para mim, porque além de estar emocionalmente abalada com tantas perdas seguidas, eu não suportaria me esforçar tanto para ajudar outras vidas, e simplesmente perde-las depois.

Antes de finalizar mais este post, preciso dizer aqui o quanto a Maria era um ser humano iluminado, eu tive o privilégio de conviver com um anjo maravilhoso, sou grata por cada momento que tive ao lado dela.  

Pessoal, entramos na reta final da história que vivemos junto com a abertura da Ong, portanto, não percam nossos próximos posts, ok?!

Até a próxima!

Beijo grande.