E aí galera …

   Mais uma semana começando, fim de ano quase chegando, e o dia de finalizar a última parte da nossa jornada, finalmente chegou!

    A verdade é que nossa história com a Ong, nós estamos escrevendo todos os dias, mas acho importante compartilhar com vocês nossa caminhada até aqui, porque na vida sempre haverá momentos em que será necessário “trazer a memória, aquilo que te trás esperança”. Tudo aquilo que foi enfrentado, conquistado e batalhado, até chegarmos aqui.

    Hoje não vou me prolongar, e vou partir direto para nossa história. Vamos começar!?

                                          NOSSA JORNADA – PARTE FINAL

        Iniciei o mês de setembro de 2019 quebrada emocionalmente, os primeiros 6 (seis) meses daquele ano se resumiram basicamente em perdas, e o que torna isso pior, é que todas elas me atingiram de uma só vez, sem ao menos ter tempo para me recuperar física e emocionalmente delas, ou seja, eu me sentia completamente esgotada.

       Me recordo de um dia estar vendo e ouvindo alguns vídeos na internet numa sexta-feira a noite, e um vídeo especificamente chamou minha atenção, justamente porque naquele vídeo ficou claro, quais deveriam ser os meus próximos passos….. Sepultar as minhas dores.

    Obviamente eu ignorei com a maior naturalidade, porque inconscientemente eu tinha certeza que estava bem, e que tudo estava sob controle, mas nem preciso dizer que eu estava completamente equivocada né?! Porque minha vida se resumia em trabalho, Ong e mais nada. Eu não me permitia parar ou tirar dias de “folga”, justamente porque dentro de mim ainda, haviam feridas abertas que eu me recusava a “enxergar” e tratar. Até que o último colapso de 2019 aconteceu.

      Minha família anunciou a dissolução da sociedade de mais de 15 anos da nossa empresa familiar, uma vez que meu pai tinha se aposentado por tempo de trabalho, e naturalmente os filhos (meus irmãos e eu) ocupariam seu lugar, porém, sem a antiga sociedade estabelecida. Creio que todos sabemos que dissolução de sociedades nem sempre são fáceis né!? Mas confesso que a nossa, foi um verdadeiro pesadelo. Obviamente não posso compartilhar detalhes sobre este assunto, mas posso dizer que tudo aconteceu da pior maneira possível, mesmo assim, sobrevivemos até o fim de dezembro. Os últimos três meses de 2019, foram cruéis e minha saúde que já não estava boa, definitivamente piorou.

             Aqui eu finalizo grande parte das dificuldades que enfrentei para tornar a Ong “real”, torna-la uma associação séria em sua missão no cuidado com vidas. E ao longo dessa caminhada, aprendi algo que mudou a minha forma de enxergar os problemas: “Quando se trata de um propósito que foi depositado sobre você, nem as piores dores são capazes de nos parar, pois o nosso dever é continuar aquilo que começamos, independente daquilo que se levanta para nos fazer desistir”.

         Batalhas SEMPRE existirão, mas a decisão de desistir ou continuar, é totalmente nossa. Podemos transformar nossas dores e dificuldades em algo bom para quem está ao nosso redor, ou simplesmente abandonar tudo.

         A minha decisão todos os dias, é de tirar o foco somente da minha vida, das minhas dificuldades, das minhas dores, e olhar para quem realmente PRECISA ser cuidado. Eu decidi ser diferente do jeito que foram comigo, decidi ser luz em meio a escuridão, ser a resposta de uma oração, ser um ombro amigo em meio a dor, e principalmente ser aquela que levará esperança, mesmo quando não existir nenhuma.         

Espero que tenham gostado da nossa LIVE solidária do dia 04|12 (sexta-feira). Foi preparada com MUITO carinho e dedicação.

Até a próxima!

Priscila K. Zanoni.