E aí pessoal, volteeei!

   Espero que o natal de vocês tenha sido de muito amor e união, apesar das restrições em função do Covid-19. Agora mais do que nunca, precisamos nos manter unidos, mesmo que seja de forma virtual.

  Quando amamos e nos importamos com as pessoas ao nosso redor, não importa qual será a forma de nos mantermos conectados, simplesmente tentamos e utilizamos todos os meios possíveis para estarmos perto, não é mesmo?! Com toda certeza encontrar meios de estarmos próximos mesmo distantes, é sim uma LINDA forma de demonstrar o quanto nos importamos e cuidamos delas.

    Fazem algumas semanas que estou refletindo sobre o assunto que deveria compartilhar com vocês, já que no último post terminamos de contar mais detalhes sobre a história de como a Ong começou, e confesso que o problema não estava na falta de assunto, e sim qual deles seria o mais pertinente compartilhar por aqui.

   Depois de tanto refletir, eu acabei percebendo que já passou da hora de me posicionar por completo no meu propósito, independentemente de qualquer crítica ou opinião contrária. Não posso fazer as coisas pela metade, por receio de me posicionar.

Não sou uma pessoa perfeita ou zero defeitos, apenas por me dedicar em um projeto social, acredito que o processo como um todo (talvez), me torne um ser humano “menos pior” dia após dia. Portanto, o primeiro assunto que gostaria de compartilhar com vocês aqui no blog, baseado em tudo que eu tenho vivido e me deparado ao longo da minha jornada à frente da Ong, é EMPATIA.

  Escutei alguns dias atrás, que a palavra empatia está na “moda”. Foi algo que a princípio achei engraçado, mas não tive como deixar de concordar com tal afirmação. Contudo, vendo por outro ponto de vista, a palavra empatia está na “moda” sim, mas apenas “de boca”, e não na prática (como deveria ser). A maneira como geralmente essa palavra é utilizada, baseado em cada experiência prática que tenho a cada mês do ano, tem sido equivocada.

 De maneira simples, empatia é a capacidade que temos de nos colocar no lugar do outro (seja em momentos bons ou ruins). Quantas vezes ACHEI que estava no mais alto nível de conhecimento e prática da empatia, quando na verdade estava sendo empática apenas comigo mesma!? …. Foram inúmeras vezes!

  Algo que poucos sabem sobre empatia, é que ela não beneficiará quem está sendo empático de forma direta, ou muito menos te dará chances de FAZER algo com esse sentimento tão nobre. É nesse momento que o verdadeiro significado da palavra vem à tona, porque não precisamos necessariamente FAZER algo para verdadeiramente SENTIR, ou se COLOCAR no lugar do outro. Basta que entenda a intensidade do sentimento (de alegria ou dor) causada pelo motivo, ou seja, você só conseguirá ser 100% empático com alguém que por exemplo, perdeu um amigo querido, caso você também já tenha perdido um amigo muito querido, ou talvez a dor de alguém que precisou abrir mão de um grande sonho, porque precisou priorizar algo mais importante como colocar comida dentro de casa, apenas se você também tiver passado por algo similar, ou igual. Obviamente, isso não significa que o fato de nunca ter passado pelo que o outro esteja enfrentando, não te faça sentir tristeza e respeito, ou até mesmo alegria e entusiasmo pela pessoa em questão. Somos humanos e esses sentimentos são completamente naturais e algumas vezes até involuntários, no entanto, não conseguiremos encontrar as palavras certas de conforto e esperança capazes de mudar a perspectiva do outro, uma vez que nunca tivemos experiências de dor ou de superação, na área específica da vida que a pessoa precisa de ajuda. E acreditem…. é muito simples perceber quando alguém tenta ajudar, mas nunca enfrentou algo parecido, porque as palavras de acalento e sugestões do que “teoricamente” fazer, não possuem o sentimento e a firmeza de vivência, de que um dia serão capazes de superar determinada situação.

   Tem sido muito comum ver a empatia sendo praticada com mais frequência nos últimos meses, principalmente por conta da pandemia, que de certa forma “sensibilizou” muitos corações, facilitando o desenvolvimento da empatia em nós. O único problema, é que tendemos naturalmente a sermos mais empáticos, baseado em nossas próprias opiniões sobre todo e qualquer assunto, ou seja, é como se escolhêssemos sobre o que seremos empáticos ou não. Contudo, esse sentimento deveria ser praticado com todo e qualquer ser humano, e não depender de opiniões pessoais.

   O único entendimento que tenho, é que posso e devo ter minhas opiniões bem definidas em minha cabeça (ter personalidade), mas que isso não me torna apta a julgar nada e nem ninguém baseada em minhas opiniões pessoais, porque se como um ser humano também sou falha e cometo erros (mesmo tentando acertar), já me torna alguém totalmente inapta a julgar ou apontar qualquer coisa, que não seja os meus próprios erros e falhas. É a partir dessa perspectiva, que a empatia começa a se desenvolver em nós gradativamente.

  Desejo a cada um de vocês, um FELIZ ANO NOVO, cheio de paz, amor, cuidado e esperança. “Não podemos deixar que um ano difícil como o de 2020, tire a esperança que há em nós!

  “Se desejamos um ano ou um mundo melhor, que isso se inicie primeiramente em nós, e consequentemente se espalhe ao nosso redor e ao redor do mundo”.

  Uma ótima virada de ano pessoal, CUIDEM-SE!

  Nos vemos em 2021, se Deus quiser.

Sintam-se abraçados(as). Até!

Priscila K. Zanoni.